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Ufam divulga lista do PSC 2014 nesta sexta, 10




A Universidade Federal do Amazonas divulga nesta sexta-feira (10), a lista dos candidatos aprovados no Processo Seletivo Contínuo (PSC) 2014. O candidatos poderão conferir o resultado no portal da Ufam e no endereço eletrônico ou físico da Comvest.



De acordo com a presidente da Comissão Permanente de Concursos (Comvest), professora Ana Galotta, 61.937 estudantes participaram do PSC 2014, superando os 59.318 inscritos da edição anterior. Do total de participantes, 25.556 são candidatos do interior do Estado e 36.381 são da capital. Na terceira etapa da prova, 13.775 inscritos concorreram às 2.718 vagas oferecidas para os 114 cursos de graduação dos seis campi da Ufam.

PSC 2014

Uma das formas de ingresso da Ufam, o Processo Seletivo Contínuo se destina aos estudantes que cursam as três séries do Ensino Médio no Amazonas. As provas do PSC 2014 foram aplicadas no dia 1º de dezembro de 2013 nos 62 municípios do Estado.

Para os cursos a serem ministrados na capital, são 1.893 vagas e 825 para os cursos a serem ministrados nas Unidades Acadêmicas localizadas nos municípios de Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara e Parintins. Nesta edição do certame, 25% das vagas do PSC são destinadas aos estudantes oriundos de escolas públicas em concordância com a Lei nº 12.711 (Lei de Cotas).

Matrícula Institucional

Os aprovados no PSC 2014 deverão preencher o Cadastro Estudantil, disponível na página do portal do calouro (www.calouro.ufam.edu.br) nos dias 15 e 16 de janeiro. As matrículas ocorrem nos dias 17, 20, 21 e 22 de janeiro, no auditório Eulálio Chaves. A Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) divulga nesta sexta-feira, 10, o edital de matrícula com data e horário para os novos universitários efetuarem matrícula institucional de acordo com o cronograma do edital.

No ato do registro acadêmico é necessário apresentar original e cópia dos seguintes documentos: CPF e carteira de identidade; Histórico escolar e certificado de conclusão ou diploma de curso médio; 1 foto 3x4 recente e de frente.

Os estudantes ingressantes pela modalidade de reserva de vagas, além da documentação citada acima, devem apresentar também os documentos necessários à comprovação da renda familiar bruta mensal por pessoa, como Imposto de Renda Pessoa Física (cópia) e demais comprovantes que demonstrem os rendimentos declarados, relativos aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2013, de todos os membros da família.


Para mais informações, acesse o edital ou ligue para a Comissão Permanente de Concurso: 3305-4212 (resultado do PSC) ou para a Divisão de Orientação acadêmica (Doa): 3305-1481 (matrícula institucional).

Auschwitz: a marca do Holocausto



Não faz muito tempo! Existem pessoas ainda vivas que presenciaram e experimentaram o horror para hoje contar a história. É impressionante como o ser humano, em épocas ainda recentes, foi capaz de cometer atrocidades como as que relataremos neste post.fo

Você já deve ter ouvido falar do Holocausto, dos nazistas, da Segunda Guerra Mundial, etc. Muitas pessoas sabem que durante a 2ª Guerra Mundial a Alemanha nazista, liderada por Adolf Hitler, iniciou um processo de extermínio dos judeus. A esse genocídio a história deu o nome de Holocausto.

Mas talvez o que você não saiba são os detalhes horríveis de um campo de concentração da época. O mais famoso deles chamava-se Aushchwitz! É sobre este campo de concentração, aberto hoje para visitas na Polônia, que comentaremos e mostraremos fotos impressionantes sobre o mal que o ser humano pode fazer a outro ser humano.

O que é Auschwitz
Auschwitz é o nome alemão dado para a cidade de Oswiecim, na Polônia. A cidade de Oswiecim fica situada a cerca de 60 km de Cracóvia. Auschwitz é hoje mundialmente conhecida pelo seu passado de terror durante a 2ª guerra mundial por ter sido sede da maior rede de campos de concentração e extermínio do povo judeu.

Três grandes campos foram erguidos pela Alemanha nazista em Auschwitz: Auschwitz I e Auschwitz II (também conhecido como Auschwitz-Birkenau) e Auschwitz III (também conhecido como Auschwitz-Monowitz). Outros campos menores foram erguidos na cidade, porém o mais famoso e maior de todos foi Auschwitz-Birkenau.

Número de Mortos em Auschwitz

Não há um registro exato do número de pessoas que passaram por Auschwitz, mortos e sobreviventes. Os alemães, no final da guerra, para se livrar de registros que os incriminassem, destruíram grande parte dos documentos, construções e outras evidências.

Entretanto, existem depoimentos de nazistas presos e historiadores com estudos que trazem números aproximados sobre assunto. Mesmo assim, as opiniões variam muito.

Aceita-se, pela maioria das pessoas, que em Auschwitz cerca de 1,1 milhão de pessoas morreram exterminados e/ou por morte natural, sendo a maioria judeus. Este número inclui pouco mais de 200 mil crianças.

Os números são polêmicos. Existem correntes que defendem um número maior e outras que defendem números consideravelmente menores. Há também toda uma teoria negacionista do holocausto com questões políticas envolvidas.

Independente do número, o extermino aconteceu, de forma premeditada e com barbárie. Isso ninguém pode negar.

Por que Auschwitz foi construído

A partir de 1942 Hitler deu início ao programa de “Solução final para o povo judeu”, talvez o maior genocídio conhecido na história, também chamado de Holocausto. Basicamente tal plano consistia em exterminar todo um povo: os judeus. Ciganos, deficientes, homossexuais e inimigos políticos também eram alvo deste programa.

Para isso seriam necessárias soluções de extermínio em massa capazes de eliminar milhões de pessoas em um curto período de tempo.

Inicialmente as pessoas eram assassinadas por fuzilamento. Porém não havia como matar uma grande quantidade de pessoas a tiros. Uma segunda solução foi testada com choques elétricos, onde filas e filas de pessoas eram eletrocutadas ao mesmo tempo. Mesmo assim, tal solução não resolvia o problema, pois eram muitos os judeus a serem exterminados. Até que se chegou na solução do gás.

O extermínio nas câmaras de gás

As câmaras de gás pareciam ser a melhor maneira de extermínio em massa. Na maioria das vezes os judeus eram iludidos a adentrar as câmaras com a justificativa de que tomariam um banho. Então as portas eram fechadas e o gás introduzido. Posteriormente os corpos eram retirados das câmaras e incinerados. Parte das cinzas era beneficiada para adubo. Basicamente tudo se aproveitava como se os seres-humanos ali assassinados fossem animais, como num frigorífico.

Abaixo uma foto chocante das marcas de unha dos judeus assassinados nas câmaras de gás. As marcas provam a morte sofrida, desesperada, de pessoas agonizando tentando fugir pelas paredes…em vão.




Evidências do crime

Em Auschwitz os judeus que chegavam no trem tinham seus cabelos cortados. Os fios eram estocados para produção de tecidos, mantas e outras peças têxteis como esta da foto abaixo.






O Oriente Médio Contemporâneo




O Oriente Médio é atualmente uma das regiões mais conflituosas do planeta – se não a mais conflituosa de todas.  É uma região que comporta pretensões de duas grandes religiões – o judaísmo e o islamismo – e uma que possui grandes quantidades de depósitos energéticos, como o gás natural e o petróleo.  Durante todo o século XX, especialmente durante e após a guerra fria, esta região cresceu cada vez mais em importância, e o radicalismo adotado pela política de seus habitantes, aliada ao profundo desejo de estrangeiros de se beneficiarem das riquezas naturais da região, ensejou conflitos que ainda hoje podemos observar e que não têm solução em vista.

O conflito árabe-israelense na Palestina
A região da Palestina – Antes da formação do estado de Israel, a região da Palestina era habitada por uma maioria esmagadora de muçulmanos, com um pequeno contingente de católicos.  Até o final da Primeira Guerra Mundial, essa região era parte do Império turco otomano. Ao fim da Primeira Guerra a região passou a participar do império britânico, até o movimento de descolonização e a fundação do estado de Israel em 1948.  A região foi, até 1880, habitada quase que unicamente pelos palestinos locais que, apesar de terem religiões diferentes, não tinham conflitos internos.

O sionismo – Em 1897, diante do crescente antissemitismo que se podia perceber na política europeia, o austríaco Theodor Herzl desenvolveu uma ideia de que os judeus, que há mais de mil e oitocentos anos se espalharam por todos os cantos do mundo, voltassem a ter uma “terra pátria”.  A região da palestina era a escolha óbvia, pela presença da cidade sagrada de Jerusalém.

Após a I Guerra, tendo controle da região da Palestina, a coroa inglesa começou a permitir e facilitar a migração de judeus para Jerusalém, como desejavam os banqueiros ingleses.  Isso em si já geraria problemas, pois durante e após a I Guerra os ingleses também se comprometeram com os palestinos a defender sua autonomia ou seus interesses, para que em troca os locais agissem de modo a ajudar na derrota do Império Otomano.

A fuga do nazismo e os primeiros conflitos – Com a ascensão de Hitler na Alemanha, o fluxo de judeus que migravam para a Palestina aumentou dramaticamente, bem como para outras localidades. Com o aumento do número de judeus, começaram a surgir os primeiros conflitos; os palestinos temiam a perda de terras com a chegada de tantos estrangeiros, e os judeus respondiam com força às agressões palestinas, agravando as tensões.

A fundação de Israel – Diante das crescentes tensões e dos recorrentes conflitos entre palestinos e judeus, a ONU decidiu mediar o conflito, a pedido dos judeus unidos, sugerindo que a Palestina fosse dividida em duas partes, para que comportasse harmonicamente os dois povos conflitantes.  Entretanto, tal solução não foi bem-sucedida, pois não alcançou uma partição que agradasse ambos os lados – já que Jerusalém, em especial, não podia ser dividida. Já os ingleses, que até então tentavam manter a paz na região, retiraram-se de lá em 1948, tendo problemas financeiros próprios a tratar e indispostos a incorrer prejuízos com esta região.

Imediatamente após a retirada inglesa os judeus declaram a fundação do estado de Israel, sendo automaticamente reconhecido pela URSS.  Stalin já tinha tido problemas com muçulmanos em seu país (fé majoritária entre os palestinos) e não tinha tido ainda muita sorte em cooptar para o seu lado da guerra fria os países da região do Oriente Médio. Esperava que Israel se tornasse um poderoso aliado.  Entretanto, na medida em que ficou clara a relação entre Israel e os judeus banqueiros dos países liberais, especialmente Inglaterra e Estados Unidos, Stalin e afastou de Israel diplomaticamente.

Diante da fundação de Israel, os palestinos se mobilizaram para combater este inimigo que se formava. Diversos países árabes saem em socorro dos palestinos, ocupam a faixa de Gaza e a Cisjordânia, mas perderam a guerra diante do exército israelense, financiado por poderosos judeus de cidades como Nova York e Londres. Acima podemos ver a atual disposição política dos estados do Oriente Médio.
  
O Egito de Abdul Nasser – O oficial militar Abdul Nasser emergiu como presidente do Egito em 1953 após o golpe de Estado de 1952 que pôs fim à monarquia no país.  Ele ficaria como presidente do país até 1970.  Nasser realizou amplas reformas no país, tirando o poder da antiga classe dos grandes proprietários de terra exportadores de algodão que sustentavam a antiga monarquia.  Ele realizou uma ampla reforma agrária, limitando o tamanho da terra e dando terra a um grande grupo de lavradores sem-terra, o que diminuiria a pobreza do país.  Nasser ainda realizou nacionalizações, como do canal do Suez em 1956 e construiu, com a ajuda soviética, diversas indústrias pesadas dando autonomia à economia do país.  Enfim, torna o Egito também um local de refúgio para centenas de milhares de refugiados que perderam suas casas e famílias durante os confrontos entre palestinos e judeus.

Visto no Egito como um salvador da pátria, logo Nasser se tornaria um símbolo de libertação contra a opressão dos judeus e de seus “comparsas”, como eram percebidos países como Inglaterra e Estados Unidos.  Contente com a situação, a URSS se aproximou de Nasser e de seus aliados, e nos conflitos com os judeus frequentemente a URSS prestaria algum tipo de auxílio.

A nacionalização do canal de Suez foi um duro golpe ao ocidente, como veremos mais abaixo.  Em seguida a esta ação, Israel invadiu o Egito e Inglaterra e França atacaram a região do canal, insatisfeitos com a ação que lhes retirou a posse do mesmo.  No entanto, diante da ameaça de falta de petróleo na Europa, a comunidade Internacional recuou e pressionou os agressores a recuar.  Seria a primeira grande demonstração da força que o petróleo adquiria no cenário internacional.

Em seu papel como herói dos árabes, Nasser envolveu seu povo em numerosas guerras e conflitos.  Com tal uso dos recursos nacionais para fins de guerra, a situação econômica egípcia custava a melhorar, e seus habitantes ainda reclamavam da miséria na qual se encontravam.

O sucessor de Nasser, Anuar Sadat, diante desta situação, decidiu mudar radicalmente a postura de seu país. Afastou-se dos conflitos da região e da URSS e se aproximou dos EUA. Promoveu a paz com Israel, assinada em Camp David em 1978. No entanto, foi considerado por segmentos árabes como um traidor e assassinado em 1981.

Guerra dos Seis Dias (1967) – Os judeus acreditavam que, apesar da relativa paz, a guerra logo viria; que os palestinos ainda estavam descontentes com a presença dos judeus naquele território, e que não agiam por não possuírem forças suficientes para sobrepujar o moderníssimo exército israelense. Decidiram, portanto, realizar um ataque surpresa aos palestinos, de modo a evitar que estes pudessem desferir o primeiro golpe.

Tendo durado seis dias em seu total, o ataque surpresa destruiu boa parte da frota de aviação egípcia e conquistou amplos territórios.

Ao fim desta, a ONU ordenou Israel a devolver os territórios conquistados, mas tal ato não foi cumprido.

A organização dos palestinos – Foi fundada em 1964 a OLP (Organização para a Libertação da Palestina).  Tal grupo tinha por objetivo principal unir os palestinos em seus esforços para recuperar as terras que lhe haviam sido usurpadas pelos judeus invasores, como os viam.  Após a derrota na guerra de seis dias, a OLP se radicalizou, e em 1969 Yasser Arafat se tornaria seu líder.  Arafat defendia o uso da força, e formou um ramo militar dentro da OLP, o Al Fatah.
  
Sob Arafat, a OLP realizou inúmeros atentados terroristas aos judeus, como o assassinato dos atletas israelenses na olimpíada de Munique em 1972.  Os israelenses reagiam atacando países palestinos, sendo incapazes de localizar os membros de tal organização ou seus líderes.  Tal fato levou inclusive a conflitos entre a OLP e países palestinos, que desejavam que tais ataques cessassem pois eram eles que estavam recebendo as represálias.  A mais famosa destas fricções ficou conhecida como Setembro Negro, quando em 1970 o rei da Jordânia mandou tropas para um acampamento de refugiados palestinos diante da recusa de Arafat de desistir do curso de ação terrorista.

Guerra do Yom Kippur (1973) – Este conflito foi um iniciado pelos palestinos. Sabendo que o dia de Yom Kippur é um importante dia de celebração no calendário judaico, os palestinos o escolheram como data de início de um grande ataque, contando com o fato de que muitos soldados estariam de licença.  Estavam corretos.  Entretanto, ainda com o elemento surpresa as tropas palestinas e de seus aliados, mesmo com o apoio indireto da URSS, se provaram incapazes de vencer as tropas israelenses, que no decorrer de três semanas reconquistaram todas as terras perdidas, antes que a ONU pusesse fim ao conflito.

A Intifada – Em 1987, entre os muitos enfrentamentos que caracterizavam as constantes tensões entre palestinos e israelenses, um se destacou: foi chamado de Intifada.

Neste ano, quatro palestinos foram atropelados por um caminhão israelense.  Indignados, palestinos residentes da faixa de Gaza se revoltaram contra os israelenses, marchando às ruas e atacando soldados com pedras, paus e qualquer outro objeto que pudesse ser improvisado como arma.  Os judeus responderam com balas de borracha, bombas de gás e tanques.

O que torna a Intifada um evento especialmente significativo foi o fato de a ONU ter tomado o partido da OLP e condenado as ações de Israel. Neste cenário, um estado livre da Palestina foi declarado em 1988.

A Revolução Iraniana – Até 1979, imperava no Irã – um país riquíssimo em petróleo – uma dura ditadura de direita liderada pelo Xá Reza Pahlevi, que era fielmente alinhada aos interesses norte-americanos.  A rígida e tradicional cultura islâmica iraniana, entretanto, produzia obstáculos e críticas a Pahlevi, que reprimia seus opositores duramente, prendendo-os ou forçando seu exílio.  De Paris, o Aiatolá Khomeini insuflava a população a não permitir que tal deturpação do credo islâmico.

Em 1979, uma sublevação ocorreu no país, que foi denominada Revolução Iraniana. Esta depôs Pahlevi, tomou a embaixada dos EUA na capital e instituiu uma democracia islâmica, submissa a um grande líder religioso, o Aiatolá.  O primeiro a ocupar tal posição, e que passou a simbolizar para muitos a causa islâmica em sua defesa contra os valores corrompidos do ocidente, foi justamente Khomeini. Desde então, EUA e Israel – os quais os líderes políticos e religiosos iranianos chamam respectivamente de grande e pequeno satã – tiveram sérios desentendimentos com o país. Primeiramente, os norte-americanos armaram o seu então aliado, o ditador iraquiano Saddam Hussein, contra o país na Guerra Irã-Iraque (1980-1988).  Mais recentemente, o Irã foi incluído no assim chamado Eixo do Mal, grupo de países antipatizados por Bush, vistos como inimigos da democracia, da liberdade e dos direitos do homem.

O Iraque – O país foi aliado dos EUA durante a guerra Irã-Iraque, armando e apoiando o ditador Saddam Hussein. Entretanto, depois do fim deste conflito as relações entre Hussein e EUA deterioraram, até que, em 1990 o líder iraquiano decidiu invadir o Kuwait, alegando que historicamente aquela região deveria fazer parte do Iraque.

Estando o Kuwait em uma região também riquíssima em petróleo, os EUA não desejavam que tal região caísse nas mãos do bem armado e nada confiável ou previsível Saddam Hussein.  Afirmando que a guerra injusta, o governo norte-americano criou uma coalizão internacional para conter a invasão iraquiana ao Kuwait: foi a chamada Guerra do Golfo.  Em 2003, os EUA atacariam novamente o Iraque, sob a premissa de que seu líder estava desenvolvendo e já possuía armas de destruição em massa.  Deste conflito resultou a morte de Hussein por enforcamento.

Afeganistão – Os norte-americanos também foram aliados da milícia extremista islâmica talibã, durante a ocupação soviética do país, de 1980 a 1989.  Com o fim dessa guerra, estabeleceu-se um regime extremista religioso no país com graves
Desrespeitos às liberdades individuais e às igualdades básicas.  Os EUA invadiram o país em 2001, como resposta quase imediata aos ataques de 11/09/2001, afirmando que o Afeganistão oferecia subsídios ao terrorismo internacional, especialmente à Al-Qaeda, à qual a inteligência norte-americana atribuiu os atentados.

A Força do Petróleo – Até a década de 1950 o petróleo do Oriente Médio vinha sendo extraído por empresas europeias e fornecia o mercado ocidental com energia abundante e barata.

A partir de 1956, com a nacionalização do canal de Suez por Nasser, a figura mudou.  Os países produtores logo perceberam a dependência global acerca do petróleo e decidiram explorar tal abundância para fins políticos.

Em 1960 foi fundada a OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo). Seus membros julgavam com razão que os preços do petróleo eram injustificadamente baixos e que tais preços não levavam em conta os interesses dos países que o produzia, apenas dos que o comprava.

Em 1973, os membros da OPEP eram responsáveis pela produção de mais da metade do petróleo mundial.  Com o aumento de sua força, a organização começa a aumentar os preços do recurso, ensejando a primeira crise do petróleo, levando Descontentamento ao Ocidente.  Para complicar sua situação, certos países que compunham a OPEP começaram a ouvir as reclamações de seus aliados ocidentais, diminuindo a força do grupo enquanto tal – a Arábia Saudita, por exemplo, tradicionalmente aliada aos EUA, foi um país-membro que reagiu a tais aumentos.

Em 1979 haveria uma segunda crise do petróleo.  Entretanto, após a primeira crise, o Ocidente pareceu tentar ativamente reduzir sua dependência do petróleo tentando instaurar programas energéticos alternativos (como o Proálcool no Brasil).  A multiplicação de fornecedores que não pertenciam ao grupo – como o Brasil – também agiu como força para a estabilização dos preços do recurso, que a partir de então se estabilizou (ainda que a um preço mais de dez vezes maior do que
O que era em 1950).


Disponível em Vetor Pré-Vestibulares

O ENEM 2013 e as Faculdades / Universidades

 





Muitas universidades aderiram o Exame Nacional do Ensino Médio como sistema de seleção. Algumas até deixaram o sistema de vestibular e utilizam apenas a nota do ENEM 2013. A utilização dessas notas para o ingresso em faculdades é feito através do SISU (Sistema de Seleção Unificada). Para isso, basta o candidato que fizer a prova do ENEM 2013 se inscrever no SISU, escolhendo as faculdades e os cursos de seu interesse (as notas de corte são definidas por cada universidade).

Nessa situação, o estudante faz escolha de duas opções de curso, sendo uma como primeira opção e outra como segunda. O sistema SISU vai atualizando as notas de corte durante alguns dias do processo e os candidatos podem trocar sua opção de curso diante sua colocação na classificação.

No fim do último dia do SISU, o sistema é fechado e depois são divulgadas as listas da primeira chamada, segunda chamada e lista de espera (a última fica a critério de cada universidade). Os alunos selecionados na primeira chamada são excluídos da lista para a segunda ainda que não tenham feito matrícula na faculdade que o chamou. As universidades podem usar a nota do ENEM 2013 de várias formas:
Destinar apenas uma porcentagem das vagas ao SISU;
Destinar todas as suas vagas ao SISU;
Eliminar o vestibular, usando apenas a nota do ENEM 2013, mas de forma independente, sem usar o sistema SISU;
Utilizar a nota para eliminar somente a primeira fase do vestibular;
Usar a nota do ENEM 2013 somente como complemento, ou seja, como parte da nota no vestibular;
Utilizá-la apenas para vagas remanescentes.
Universidades que utilizam o ENEM 2013

Veja abaixo a lista das faculdades que utilizam a nota do ENEM para seleção de alunos, de que forma fazem isso e qual é o percentual de vagas que essa faculdade destina ao ENEM:



Faculdades que utilizam o ENEM por meio do SISU

Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) – 100%
Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) – 100%
Instituto Federal de Alagoas (Ifal) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Bahia) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Paraíba) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Pernambuco) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Roraima) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Santa Catarina) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (São Paulo) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Acre) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Amapá) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Espírito Santo) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Maranhão) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Minas Gerais-Norte) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Pará) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Paraná) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Piauí) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Rio de Janeiro) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (R. Grande do Norte) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Sertão Pernambuc.) – 100%
Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) – 100%
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) – 100%
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) – 100%
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – 100%
Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) – 100%
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) – 100%
Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – 100%
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – 100%
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – 100%
Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) – 100%
Universidade Federal de Pelotas (UFPel) – 100%
Universidade Federal do ABC (UFABC) – 100%
Universidade Federal do Ceará (UFC) – 100%
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) – 100%
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – 100%
Universidade Federal do Pampa (Unipampa) – 100%
Universidade Federal do Piauí (UFPI) – 100%
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – 100%
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 100%
Universidade Federal do Rio Grande (Furg) – 100%
Universidade Federal do Vale do São Francisco-BA (Univasf-BA) – 100%
Universidade Federal do Vale do São Francisco-PE (Univasf-PE) – 100%
Universidade Federal do Vale do São Francisco-PI (Univasf-PI) – 100%
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) – 100%
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – 100%
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) – 100%
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – 100%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) – 99%
Universidade Federal de Alagoas (Ufal) – 99%
Universidade Federal de Viçosa (UFV) – 80%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Minas Gerais-Sul) – 70%
Universidade Federal de Lavras (Ufla) – 60%
Universidade Federal do Amazonas (Ufam) – 50%
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – 50%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (“Farroupilha”) – 30%
Instituto Federal de Educação, Ciêncua e Tecnologia (“Goiano”) – 30%
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) – 25%
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) – 20%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Goiás) – 20%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Amazonas) – 20%
Universidade Federal de Roraima (UFRR) – 20%
Universidade Federal Fluminense (UFF) – 20%
Universidade do Estado da Bahia (Uneb-BA) – 11%
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Rondônia) – 10%
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – 10%
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – 6%

Faculdades que utilizam o ENEM como fase única

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Mato Grosso) – Parcial
UNILAB – Parcial e para vagas remanescentes
Universidade de Brasília (UnB) – Vagas remanescentes
Universidade Estadual de Londrina (UEL) – Vagas remanescentes
Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro-PR) – Vagas remanescentes
Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Parcial
Universidade Federal da Fronteira Sul-PR (UFFS-PR) – Total
Universidade Federal da Fronteira Sul-RS (UFFS-RS) – Total
Universidade Federal da Fronteira Sul-SC (UFFS-SC) – Total
Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila-PR) – Total
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) – Total e remanescentes
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Remanescentes
Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Remanescentes
Universidade Federal do Acre (Ufac) – Total e remanescentes
Universidade Federal do Amapá (Unifap) – Parcial e remanescentes
Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) – Total e remanescentes

Faculdades que utilizam o ENEM para a primeira fase

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp-SP) – Total
Faculdade Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS-RJ) – Total
Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir-RO) – Total
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-MG) – Parcial e vagas remanescentes
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Total e vagas remanescentes
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Parcial
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – Total
Universidade Federal do Pará (UFPA) – Total

Faculdades que usam o ENEM como parte da nota final do vestibular

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Minas Gerais) – Parcial
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Triângulo Mineiro) – Parcial
Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – Total
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) – Total
Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Total
Universidade Federal de Goiás (UFG) – Total
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Total e remanescentes
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – Parcial
Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) – Parcial e remanescentes
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Parcial
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – Parcial
Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG) – Parcial
Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Parcial e remanescentes
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Total
Universidade Federal do Tocantins (UFT) – Parcial
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM-MG) – Total
Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) – Total e remanescentes

Faculdades que utilizarão a nota do ENEM como bonificação no vestibular

Faculdade de Tecnologia Dr. Thomaz Novelino (Fatec Franca)
Faculdade de Tecnologia Arthur de Azevedo (Fatec Mogi Mirim)
Faculdade de Tecnologia da Zona Leste (Fatec Zona Leste)
Faculdade de Tecnologia da Zona Sul (Fatec Zona Sul)
Faculdade de Tecnologia de Americana (Fatec Americana)
Faculdade de Tecnologia de Barueri (Fatec Barueri)
Faculdade de Tecnologia de Bauru (Fatec Bauru)
Faculdade de Tecnologia de Botucatu (Fatec Botucatu)
Faculdade de Tecnologia de Bragança Paulista (Fatec Bragança Paulista)
Faculdade de Tecnologia de Capão Bonito (Fatec Capão Bonito)
Faculdade de Tecnologia de Carapicuíba (Fatec Carapicuíba)
Faculdade de Tecnologia de Catanduva (Fatec Catanduva)
Faculdade de Tecnologia de Cruzeiro – Prof. Waldomiro May (Fatec Cruzeiro)
Faculdade de Tecnologia de Garça (Fatec Garça)
Faculdade de Tecnologia Prof. João Mod (Fatec Guaratinguetá)
Faculdade de Tecnologia de Guarulhos (Fatec Guarulhos)
Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (Fatec Indaiatuba)
Faculdade de Tecnologia de Itapetininga (Fatec Itapetininga)
Faculdade de Tecnologia de Itaquaquecetuba (Fatec Itaquaquecetuba)
Faculdade de Tecnologia de Itu (Fatec Itu)
Faculdade de Tecnologia de Jaboticabal (Fatec Jaboticabal)
Faculdade de Tecnologia de Jahu (Fatec Jahu)
Faculdade de Tecnologia de Jales (Fatec Jales)
Faculdade de Tecnologia de Jundiaí (Fatec Jundiaí)
Faculdade de Tecnologia de Lins (Fatec Lins)
Faculdade de Tecnologia de Marília (Fatec Marília)
Faculdade de Tecnologia de Mauá (Fatec Mauá)
Faculdade de Tecnologia de Mococa (Fatec Mococa)
Faculdade de Tecnologia de Mogi das Cruzes (Fatec Mogi das Cruzes)
Faculdade de Tecnologia de Osasco (Fatec Osasco)
Faculdade de Tecnologia de Ourinhos (Fatec Ourinhos)
Faculdade de Tecnologia de Pindamonhangaba (Fatec Pindamonhangaba)
Faculdade de Tecnologia de Praia Grande (Fatec Praia Grande)
Faculdade de Tecnologia de Presidente Prudente (Fatec Presidente Prudente)
Faculdade de Tecnologia de Santo André (Fatec Santo André)
Faculdade de Tecnologia de São Bernardo do Campo (Fatec São Bernardo)
Faculdade de Tecnologia de São Caetano do Sul (Fatec São Caetano do Sul)
Faculdade de Tecnologia de São José do Rio Preto (Fatec Rio Preto)
Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec São Paulo)
Faculdade de Tecnologia de São Sebastião (Fatec São Sebastião)
Faculdade de Tecnologia de Sertãozinho (Fatec Sertãozinho)
Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec Sorocaba)
Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga (Fatec Taquaritinga)
Faculdade de Tecnologia de Tatuí (Fatec Tatuí)
Faculdade de Tecnologia Ipiranga (Fatec Ipiranga)
Faculdade de Tecnologia Piracicaba (Fatec Piracicaba)
Faculdade de Tecnologia Prof. Fernando Amaral A. Prado (Fatec Araçatuba)
Faculdade de Tecnologia Prof. Jessen Vidal (Fatec São José dos Campos)
Faculdade de Tecnologia Rubens Lara (Fatec Rubens Lara)
Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Disponível em http://www.enem.br.com

Imperador republicano: o governo de D. Pedro II, quem diria, já fazia referências ao novo regime

José Murilo de Carvalho

Três frases a propósito da monarquia sempre me deram o que pensar. A primeira, ouvi do maior historiador argentino vivo, Tulio Halperin Donghi: “O império brasileiro foi um luxo”. A segunda foi escrita por outro grande historiador, agora brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda, no último volume da História Geral da Civilização Brasileira, por ele organizada: “O império dos fazendeiros (...) só começa no Brasil com a queda do Império”. A terceira foram as várias declarações de norte-americanos quando da viagem do imperador aos Estados Unidos exaltando seu republicanismo e seu ianquismo. A essas últimas poderiam ser acrescentadas as de outros estrangeiros, como o presidente da Venezuela Rojas Paúl e o poeta cubano Julian del Casal. O primeiro comentou ao ficar sabendo da queda do Império: “Foi-se a única República da América”; o segundo colocou na boca do imperador a frase “fui seu [do Brasil] primeiro republicano”.

  • São afirmações de pessoas insuspeitas que contradizem boa parte da historiografia brasileira sobre o Império e o imperador. Para esta última, o Império era o governo dos fazendeiros e donos de escravos, o imperador ou era déspota dos anos de 1860 ou o Pedro Banana da última década do século. Na contracorrente, Tulio Halperin Donghi fazia uma comparação entre o Brasil e os outros países latino-americanos no século XIX, pensando sobretudo na estabilidade política e no funcionamento regular das instituições representativas. Sérgio Buarque se referia ao não alinhamento do Estado imperial aos proprietários rurais. Os norte-americanos e outros, ao igualitarismo, ao despojamento, ao espírito público do imperador. Os que chamavam o Império de República pensavam, sobretudo, na liberdade de expressão existente no país.

    Parte das características que distinguiam o Brasil dos vizinhos, como a unidade nacional e o grau mais atenuado de disputa pelo poder, dependia do parlamentarismo monárquico, por mais imperfeita que fosse sua execução, que D. Pedro II já encontrou a caminho da consolidação. Pode-se perguntar o que dependeu de sua ação e qual a consequência dela para o futuro do país.

    O comportamento político do monarca foi marcado pelo escrupuloso cumprimento da Constituição e das leis, pelo respeito não menos escrupuloso ao dinheiro público, pela garantia da liberdade de expressão. Além de respeitar as leis, teve que levar em conta os grupos que controlavam a economia do país. Serviu como árbitro político entre esses grupos, intervindo em temas cruciais como a escravidão de maneira decidida, mas, para muitos, como Nabuco, demasiadamente lenta e cuidadosa.  Não foi um absolutista, mas também não foi um político audacioso como o pai, apesar de governar sob uma Constituição presidencialista. Seu governo deixou uma tradição de valorização das instituições que, apesar de quebrada pelo golpe republicano, foi recuperada na Primeira República e talvez esteja viva até hoje, e legou um padrão de comportamento político que também sobreviveu nas primeiras décadas republicanas. 

    O que menos sobrevive hoje são os valores e atitudes republicanos. Na raiz deste retrocesso talvez esteja uma das falhas do sistema imperial, herdada pela Primeira República: a incapacidade de, depois de garantir a sobrevivência do Estado Nacional, promover a expansão da cidadania política. A elite política se manteve limitada e fechada, e o povo só foi entrar de fato no sistema político depois do Estado Novo. O caráter tardio e rápido da absorção do povo e da ampliação da elite, agravado pelos anos de ditadura, inviabilizou a transmissão de comportamentos e valores. O apelo à republicanização, feito várias vezes ao longo da história do regime, e essencial para garantir sua democratização, pode ter ainda hoje, como uma de suas referências, o exemplo de Pedro II. Republicanizando-se, o regime completará a herança imperial unindo República e democracia, e realizará, até onde isso é possível, a tarefa de construção nacional.

    José Murilo de Carvalho é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor de Os bestializados (Companhia das Letras, 1987) e de A formação das almas (Companhia das Letras, 2002).
Disponível em Revista de História

UEA disponibiliza Cartão de Identificação do Vestibular e SIS






A Comissão de Ingresso da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) informa que o Cartão de Identificação do Vestibular e do Sistema de Ingresso Seriado (SIS) já está disponível para conferência dos candidatos, nos links disponibilizados abaixo.
É obrigação do candidato conferir todos os dados contidos em seu Cartão de Identificação. Se houver inexatidão no cartão, referente apenas aos dados pessoais, o candidato deverá corrigir no portal da Vunesp (www.vunesp.com.br) no período de 24 a 30 de outubro, usando o número de CPF e senha, informados no ato da inscrição.

O cartão conterá os seguintes dados: nome; documento de identidade; CPF; data de nascimento; nome do curso, turno, município e grupo pelo qual optou; língua estrangeira; número de inscrição no concurso; atendimento especial (deficiente/motivo religiosos); e município, data, local e hora da prova. A Comissão de Ingresso da UEA recomenda que os candidatos realizem uma visita prévia ao local da prova para que atrasos e contratempos sejam evitados no dia da realização do exame.

Para realizar as provas de conhecimentos gerais e específico é necessário apresentar, ao fiscal da sala, o Cartão de Identificação e um documento de identificação oficial com foto, conforme especificado no item 10.2 do Edital do Vestibular e 10.5 do Edital do SIS.

A aplicação das provas do SIS acontece dia 15 de novembro. Já as provas de Conhecimentos Gerais e Específicos do Vestibular da UEA estão marcadas para os dias 16 e 17 de novembro, respectivamente. Todas as provas (Vestibular e SIS) terão início às 13h, horário local, mas a Comissão de Ingresso da UEA alerta para o fechamento dos portões, às 12h50 do horário local.




Disponível em www.uea.edu.br

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